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São José e Dom Bosco


19 de março - Festa de São José e Dia do Salesiano Irmão

O EXEMPLO E A GLÓRIA DOS SANTOS: SÃO JOSÉ E SÃO JOÃO BOSCO

Pe. Edilson Agreson da Silva – sdb

Diretor de Pastoral dos Salesianos de Niterói

No plano de salvação, Deus Pai “fez todas as coisas para cobrir de bênçãos as suas criaturas”[1]. Formou o homem e a mulher à sua imagem e confiou “às suas mãos laboriosas o universo”. Na plenitude dos tempos enviou seu próprio Filho “para chamar os fiéis à santidade original”[2].

Destarte, Deus Pai revigora constantemente a sua Igreja e prova seu amor para com ela também com o “testemunho admirável dos seus santos e santas”.

Como parte viva do povo de Deus, e da Igreja peregrina, também a Família Salesiana goza do chamado à santidade. Pela “graça do Pai que… consagra com o dom do seu espirito”, os salesianos encontram o caminho de sua santificação, procurando ser “na Igreja sinais e portadores do amor de Deus aos jovens”[3].

Na vida dos santos, Deus manifesta sua presença e sua face. Por meio deles Ele mesmo nos fala. Por isso, conscientes de que nossa fraqueza recebe valioso auxílio por sua fraterna solicitude, confiamo-nos a estes nossos irmãos procurando, em sua vida, exemplo e, em sua intercessão, o auxilio, para continuar a percorrer o caminho que conduz à santidade, vivendo de modo radical a graça do Batismo e fazendo da própria vida um apostolado.

São José, chefe da Sagrada Família, desempenhou, junto de Jesus e de Maria, funções especiais de importância fundamental. As mesmas funções, sem tirar nem pôr, continua ele, o maior dos Santos, a desempenhá-las junto do Corpo Místico de Jesus e da Mãe deste Corpo. Auxilia a existência e a atividade da Igreja e, por consequência, da Congregação Salesiana.

Os seus cuidados são constantes, vitais e caracterizados por uma intimidade familiar. Depois de Maria, não há santo mais influente e, como tal, deve ser estimado por toda Família Salesiana. Para o seu amor se mostrar poderoso em cada um de nós, é necessário que o nosso procedimento para com ele reflita a compreensão do intenso afeto que nos consagra. Jesus e Maria, agradecidos a José pelos seus carinhos e trabalhos, traziam-no sempre no coração.

Não podemos separar a vida histórica de Jesus da sua vida mística perpetuada na Igreja. Não é sem motivo que os Papas proclamaram São José protetor da Igreja. Embora tenham mudado os tempos e as circunstâncias, a sua tarefa continua a ser a mesma de outrora. Com o carinho, revelado na execução da sua missão terrena cumpre hoje a sua missão de protetor da Igreja.

O coração de José expandiu-se também de harmonia com a sua nova paternidade que prolonga e supera a paternidade prometida por Deus a Abraão, o Pai de muitas gentes. Deus não muda no trato com os homens; não tem pensamentos reservados nem altera de qualquer jeito o seu plano que é uno, organizado, consistente e contínuo. José, o Pai adotivo de Jesus, é também o Pai adotivo dos irmãos de Jesus, quer dizer, de todos os cristãos através dos tempos. José, o esposo de Maria, permanece misteriosamente unido a Ela, enquanto se realiza no mundo o nascimento místico da Igreja.

São João Bosco, com seu estilo educativo e sua práxis pastoral baseados na razão, na religião, e na amorevolezza, levava os adolescentes e jovens à reflexão, ao encontro com Cristo e com os irmãos, à educação na fé e na celebração dos sacramentos, ao empenho apostólico e profissional.

Fonte de sua inesgotável atividade e da eficácia de sua ação foi a constante união com Deus e ilimitada confiança em Maria Auxiliadora, que ele via como inspiradora e sustentáculo de toda a sua obra. E aos seus filhos Salesianos deixou em herança uma forma de vida religiosa simples, mas solidamente baseada nas virtudes cristãs e sintetizada no binômio: “trabalho e temperança”.

A figura do “pai e mestre dos jovens” emerge como sinal da providência de Deus que, inspirador de “todo bom proposito, não deixa faltar jamais santos à sua Igreja. Dócil à ação do Espirito Santo e fiel discípulo na escola da Virgem Maria, São João Bosco é o infatigável apóstolo, que enfrenta o trabalho “com olhar profético para os novos tempos”, que educa os jovens, preparando-os “para enfrentarem a vida com sabedoria honesta e fé rica em obras”; e tudo isso para o bem da Igreja.

Queremos caminhar justamente na santidade de Dom Bosco, aquela que ele nos ensinou: Fazer tudo e viver para a glória de Deus e para o bem das pessoas, de modo particular o bem dos jovens.

Os santos são a realização plena de nossa vocação de seguidores de Cristo. Percebemos que neles se realizaram os ideais cristãos de maneira exemplar. Os testemunhos que nos deixaram são, realmente, uma força que move a todos nós. Observando seus exemplos, nós nos sentimos estimulados a assumir um caminho de fé e fraternidade, assim como eles fizeram, com o mesmo empenho e paixão.

São João Bosco e São José, nos mostram que, apesar de nossos defeitos e fraquezas, existe a possibilidade de praticar uma vida de amor intenso a Deus e de amor-doação ao próximo. Eles são evidência de que o Evangelho está ao nosso alcance, como opção possível e gratificante para todos!

À medida que são conhecidos e amados, os santos podem servir de apoio em nosso caminho de vida cristã. Não se trata de repetir a mesma experiência que eles fizeram, pois na verdade cada um tem a própria trajetória em um contexto histórico diferenciado. Mas o modo de assumir a existência, seguindo as inspirações do Espírito Santo de Deus e tornando-se discípulo-missionário de Jesus Cristo, é algo a ser imitado.

Olhemos para nossos santos. Imploremos sua proteção e intercessão junto de Deus. Mas principalmente procuremos imitar suas virtudes para que possamos dizer sim ao chamado de Deus que nos convida a viver a vocação à santidade. E, assim como eles, vençamos os obstáculos desta vida e cheguemos Pátria Celeste onde, junto com nossos santos, possamos ver a glória de Deus e contemplar a sua face, realizando plenamente nossa vocação de seguidores de Cristo.

De São José e São João Bosco, recebemos o exemplo, que nos estimula na caridade, e a intercessão fraterna, que nos ajuda a trabalhar pela realização do Reino de Deus.

Peçamos que São João Bosco e São José, nos ajudem a amar uns aos outros!

[1] MISSAL ROMANO, Oração Eucarística IV.

[2] ID., Prefacio das santas virgens e dos religiosos.

[3] CONSTITUIÇOES da Sociedade de São Francisco de Sales, ats. 2-3.

 

Fonte: ISJB – Inspetoria São João Bosco