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MARGARIDA OCCHIENA (MÃE MARGARIDA)

1788 - 1856


MARGARIDA OCCHIENA (MÃE MARGARIDA)

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Margarida Occhiena nasceu no dia 1 de Abril de 1788 em Serra de Capriglio, na província de Asti, a sexta de dez filhos. Foi batizada no mesmo dia do nascimento na igreja paroquial. Os seus pais eram camponeses dotados de sinceros sentimentos cristãos.

Desde jovem Margarida é uma grande trabalhadora. Os tempos e os compromissos não lhe dão a possibilidade de estudar, mas o seu amor pela oração enriquece-a daquela sabedoria que não se encontra nos livros. Em 1812 casa com Francisco Bosco. Francisco tem 27 anos, é viúvo, com um filho de três anos, António, e a mãe doente a seu cargo. No ano seguinte nasce José e em 1815 João, o futuro Dom Bosco. A família transferiu-se para os Becchi, perto de Castelnuovo d'Asti. Em 1817 Francisco morre em consequência de uma pneumonia.

Margarida, então com 29 anos, vê-se a braços com a família a sustentar num momento de grande escassez, e a ter da assistir a mãe de Francisco, António e, os pequenos, José e João. Margarida era uma mulher de grande fé. Deus estava acima de todos os seus pensamentos e nos seus lábios. O seu amor ao Senhor era tão intenso que formou nela um coração de mãe santa. Educadora sábia, soube conciliar maternidade e paternidade, doçura e firmeza, vigilância e confiança, familiaridade e diálogo, educando os filhos com amor carinhoso, paciente e exigente.

Atenta ao modo de ser de cada um, confiava nos meios humanos e no auxílio divino. Ajuda a crescer três rapazes de temperamento muito diverso com os mesmos critérios, mas com métodos diferentes. Ensina-lhes a catequese e prepara-os para receber a primeira comunhão.

Depois de escutar o sonho dos nove anos dos lábios do próprio Joãozinho, é a única que tenta interpretá-lo à luz do Senhor: «Quem sabe se não vens a ser padre?». Concorda que ande na companhia de rapazes pouco recomendáveis, porque com ele comportam-se melhor. A hostilidade de António por causa dos estudos de João obriga-a a ficar longe do filho mais novo para que ele possa estudar. Acompanha-o sempre até à ordenação sacerdotal. Naquele dia pronuncia umas palavras que ficarão gravadas no coração de Dom Bosco por toda a vida.

Quando em 1846 Dom Bosco cai gravemente doente, Margarida vai assisti-lo, dando-se conta do bem que ele faz aos rapazes abandonados. Ao seu pedido para ficar sempre ao seu lado, ela respondeu: «Se vês que essa é a vontade do Senhor, estou pronta para ir». A presença de Mãe Margarida transforma o Oratório numa família. Durante dez anos a sua vida confunde-se com a do filho e com o início do Obra salesiana: é a primeira e principal cooperadora de Dom Bosco; torna-se o elemento materno do sistema preventivo; é, sem o saber, «cofundadora» da Família Salesiana.

Morre em Turim, de uma pneumonia, no dia 25 de Novembro de 1856, aos 68 anos. Acompanham-na ao cemitério muitos rapazes, que a choram como a uma mãe. Gerações de salesianos chamam-na e sempre a chamarão «Mãe Margarida».

 INÍCIO DO PROCESSO DIOCESANO: 8 DE FEVEREIRO DE 1995

VENERÁVEL: 25 DE NOVEMBRO DE 2006

Fonte:

http://www.pastoraljuvenil.salesianos.pt/index.php/recursos/santidade-salesiana/veneraveis/464-margarida-occhiena-mae-margarida


Postado em 04 de Dezembro de 2017 - Categoria: Pastoral