Jogos Intersalesianos

O quarto dia de competições começou de forma muito especial. No dia 14 de julho de 1883, 7 salesianos chegavam a Niterói para iniciar a rica história da obra de Dom Bosco no Brasil. Em 2008, 19 escolas da Inspetoria São João Bosco comemoram os 125 anos da presença salesiana no país na primeira casa, em Santa Rosa. E para este momento importante, a comunidade salesiana preparou uma celebração inesquecível para honra, memória e glória deste dia.

Apesar do cansaço dos três dias de competição, os alunos se prepararam, após o café da manhã, para a caminhada até o monumento de Nossa Senhora Auxiliadora.

A historiadora Denize Taraciuk contou a história do Colégio Salesiano, começando pela simples refeição dos primeiros salesianos no Brasil. No lado esquerdo, o oratório Mamãe Margarida era apontado como a primeira casa salesiana no país. A historiadora fez uma viagem aos primeiros anos e contextualizou o tempo em que o Brasil vivia na época. Lembrou dos movimentos protestantes contra a casa no morro do Atalaia, o surgimento da Banda Sinfônica do Colégio Salesiano de Santa Rosa e a construção do monumento.

Todos seguiram a subida e, ao chegar à gruta, assistiram a uma pequena dramatização dos alunos do CSSR sobre o primeiro sonho de Dom Bosco. Pe. Ricardo Sacramento, diretor geral do Colégio Salesiano da Região Oceânica, falou sobre a presença de Maria na história e na vida de Dom Bosco. A devoção mariana sempre esteve presente na espiritualidade salesiana.




“Maria está verdadeiramente em nossas vidas. Vocês, jovens, sintam esta presença”, apontava Pe. Ricardo. Em seguida, os alunos partiam para o encontro ao monumento.

Ao chegar ao local, os alunos se deparavam com a bela paisagem de Niterói, hoje com vários prédios que impedem a vista para a Baia de Guanabara. A ex-aluna e hoje estagiária Malu acendeu o círio pascal, dando início ao momento celebrativo. Pe. Antídio de Andrade Carvalho, delegado da Inspetoria São João Bosco e diretor geral do CSSR, presidiu a celebração e convidou todos a refletirem sobre a linda história da obra de São João Bosco em nosso país.

De ordem cronológica, cada representante subiu ao altar com a bandeira da sua escola. Nos “pés” da santa, os educadores se encontravam com a imagem de Dom Bosco e eram convidados a trazê-lo para o espaço da celebração.

 

Logo depois, Pe. Josué Francisco, mais conhecido como Padre Joso, contou a história da construção do monumento. Lembrou da curiosa denominação dada a Maria Auxiliadora, como deusa da guerra, explicando os símbolos religiosos e militares encontrados no local onde está a santa padroeira dos salesianos.

O psicólogo e leigo salesiano Manuel Cirilo do Nascimento fez a leitura bíblica da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo 12, versículos 12 a 26. Pe. Antídio fez uma pequena homilia sobre a leitura que fala das partes do corpo huano e do trabalho conjunto que representam, contextualizando com a história dos salesianos.

Padre Nivaldo Pessinatti, presidente da Rede de Escolas Salesianas, transmitiu uma mensagem de responsabilidade aos educadores e de determinação e transformação aos alunos.

“Em matéria educativa, quando já tivermos lançado mão de todas as chances, só temos um caminho indicado por Nossa Senhora Auxiliadora: carregar no colo, como forma de carinho e atenção, assim como Maria fez com o menino Jesus”, ensina Padre Pessinatti.

Os assessores pastorais Alex Rocha e Vera Loureiro convidaram cada delegação a participar deste momento de oração e reflexão, mostrando palavras que significassem o sentimento de cada escola nos Jogos Intersalesianos. Superação, determinação, união e outras eram ditas pelos jovens, que demonstravam que as amizades construídas neste evento servirão como experiência e aprendizado de companheirismo, tolerância e solidariedade.

Irmã Terezinha, representante da Inspetoria Nossa Senhora da Penha, leu uma mensagem de Dom Bosco aos jovens. Com a música Nossa Senhora, de Roberto Carlos, todos os presentes se viraram para a imagem de Maria Auxiliadora, estenderam suas mãos num momento de oração e veneração e gritaram por três vezes “Viva Maria Auxiliadora!”. A celebração chegava ao fim com apertos de mãos, abraços, fotos com amigos e a lembrança de uma ocasião especial. Os 125 anos de presença salesiana ficarão para história como um momento de amizade e alegria, assim como sempre quis Dom Bosco.

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